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sábado, 24 de outubro de 2009

Alergias e Intolerâncias Alimentares

Alergias e Intolerâncias Alimentares

Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil


Data:  Setembro, 2009


  A alimentação infantil, sobretudo nas idades mais precoces, é sempre uma tarefa difícil. Mas quando a criança sofre de alergias ou qualquer outro tipo de intolerância alimentar, o processo torna-se, em simultâneo, complexo, extremamente desgastante e altamente responsável. A vida da criança pode estar em causa, em cada produto, em cada colher, e nas quantidades mais baixas, pois há riscos. Sérios riscos.

  Ainda a agravar a este facto surge a escassa oferta em Portugal para indivíduos com alergias: faltam ideias e produtos também. E preços acessíveis que permitam suportar o orçamento doméstico e tornar exequível a alimentação especial. O resultado não poderia ser pior: uma alimentação monótona e pouco prática que cansa a criança e a impede de um crescente desenvolvimento palativo, mas também que a pressiona por factores psicossociais como a ansiedade da família e a difícil integração na sociedade, aspectos que se enraizam a médio prazo e desgastam sobretudo o convívio social. Portanto, os critérios alimentares extinguem-se muito antes de seres implementados e são necessárias medidas que apoiem esta Alimentação...urgentemente!

  Há 3 aspectos fundamentais, logo à partida, a ter em consideração quando se pretende avaliar o modo como as crianças alérgicas devem ser apoiadas:

  - O tipo de inadaptabilidade alimentar: alergia ou intolerância? E este aspecto é vital pois as alergias são extremamente meticulosas e cuja hipersensibilidade pode ser na ordem de pequeníssimas quantidades de alimento. A intolerância é mais permeável e não exige um controlo tão rigoroso na análise do rótulo alimentar. Portanto, cuidado na adopção de conselhos de amigos, e familiares, pois nem sempre se enquadram no quadro clínico que a sua criança apresenta;

  - Outro aspecto fatídico, é o alimento alvo que oferece perigo à criança, sabendo-se também que uma criança susceptível a determinado alimento poderá ser, na maior parte dos casos, vulnerável a outros alimentos com carácter alérgeno (ex. soja, ovo, peixe, amendoim...). Este aspecto adquire uma dimensão básica quando nos apercebemos que alguns destes ingredientes, ainda que em pequenas quantidades, são utilizados como adjuvantes tecnológicos apenas para melhorar a textura de produtos alimentares processados. O resultado: aumento da restrição dos alimentos a introduzir na dieta infantil...

  - Por último, e de pertinência acentuada, é a idade da criança, sobretudo porque é preciso respeitar (também!) as suas exigentes especificidades nutricionais face a todas as limitações impostas pelo médico e ... que o mercado disponibiliza!

  Portanto, retratado estes cruciais aspectos é pois altura de esquematizar o que, efectivamente, é possível fazer:

  Alergias alimentares

  Leite de vaca
  Se representa o alimento a evitar, e estando o bebé já desmamado, substitua-o por leites de origem vegetal: de soja, de aveia, de amêndoa. Saiba contudo que a soja é também um alimento alérgeno e inadequado para crianças com idade inferior a 12 meses, pela sua difícil digestibilidade e interacção com o sistema hormonal. Além disso não deve ser dado de forma contínua, razões pelas quais o consumo infantil deste alimento, nas suas diferentes formas de apresentação, deve ser bem avaliado. É pois importante que adquira papas sem leite na sua composição e as prepare com estes leites, de origem vegetal. Deve igualmente ter em atenção a proibição de iogurtes, bolachas e pão, que contenham leite, ou vestígios deste (soro, manteiga) na sua constituição. Existe alguma variedade de bolachas biológicas que pode adquirir e de pão também. Os iogurtes, no geral, estão todos desaconselhados pelo que considero interessante o consumo de kefir, elaborado a partir de um leite vegetal.... A única gordura permitida para cozinhar é o azeite, excepcional pelas suas propriedades nutricionais.

  A alimentação infantil, neste caso, fica sufocadamente restrita. A resolução passa, sobretudo, pela adopção de uma dieta o mais natural possível, à base de fruta, cereais e outras fontes de proteína animal, como a carne e o ovo, de acordo com as recomendações do pediatra ou alergologista... Por outro lado, é necessário impedir, a todo o custo, a privação da ingestão de cálcio, exigente nas idades mais precoces e comum em crianças com alergia à Proteína do Leite de Vaca (PLV). É pois importante complementar a alimentação com legumes verdes como os bróculos, espinafres e agriões, também ricos neste mineral.

  Ovo
  Existente em grande parte nos alimentos processados, é mais fácil de o detectar, e evitar. A má notícia é que este tipo de alergia, na maior parte dos casos, veio para ficar...ao contrário das restantes. De evitar sobretudo os alimentos processados, como por exemplo bolachas, croissants e outros alimentos processados! Nas Festas, forneça uma simpática lista dos alimentos a evitar a quem convidar a criança... Afinal numa idade mais avançada a criança está sensibilizada, e deve, integrar-se socialmente. É importante.

  Intolerâncias alimentares

  Lactose
 Presente nos produtos lácteos, de facto a fermentação anula o seu efeito, já que as bactérias fermentativas transformam este açúcar natural em ácido láctico, aceite pelo organismo da pessoa intolerante. Mas, na verdade, este facto não pode ser assumido como efectivo pois pode acontecer o seguinte: a) os industriais interrompem a fermentação, antes de terminar, garantindo assim menor acidez no iogurte mas permitindo vestígios residuais de lactose; b) para tornar os iogurtes mais doces, de uma forma mascaradamente saudável, adicionam lactose como substituinte do açúcar convencional. Deste modo, é pois inseguro recorrer aos iogurtes à base de leite de vaca, devendo ser substituídos pelos análogos à base de soja, mas alternando sempre, com outros alimentos como a fruta. Favoravelmente, poderá recorrer aos leites comerciais 0% lactose que, apesar de dispendiosos, são alternativas interessantes com que poderá cozinhar também.

  Glúten
  Este ingrediente, dentro das intolerâncias alimentares, e portanto de menor impacto, representa contudo um verdadeiro obstáculo. Mais uma vez, e tal como o leite de vaca e o ovo, porque representa um alimento que contribui para ajustar a textura de imensos alimentos processados. De evitar, a todo o custo, o trigo, o centeio e na dúvida, a aveia. Recorra unicamente aos alimentos que contenham milho na sua composição. E claro está, mais uma vez, cuidado com as bolachas e o pão. Será favorável considerar a possibilidade de fazer em casa, pão e bolachas, a partir de farinhas próprias. Alguns produtos rotulados sem glúten oferecem pouca confiança pois a substituição tecnológica deste componente veicula outros ingredientes, sobretudo aditivos, pouco interessantes e também de efeito negativo no organismo infantil. A boa notícia é que este tipo de intolerância desaparece nos primeiros anos de vida, na maior parte dos casos...

  Por último, considera-se fundamental evitar transmitir à criança alérgica situações, ainda que justificadas, de ansiedade. Se possível, a família deve interiorizar a necessidade de todo o seio familiar, sobretudo quando a criança já está mais crescida, deve também evitar os alimentos processados proibidos na sua alimentação para evitar um maior constrangimento infantil.

  BabySol® informa que, estas recomendações têm apenas carácter informativo não substituindo nunca as visita periódicas ao pediatra que, em todos os casos - alergias/intolerâncias ou não - são extremamente importantes.

Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
www.solangeburri.blogspot.com

http://www.portaldacrianca.com.pt/artigosa.php?id=90

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Alergia e intolerância alimentar

Alergia e intolerância alimentar
Uma alergia alimentar é uma reacção alérgica a um alimento em particular. Uma doença muito mais comum, a intolerância alimentar, não é uma reacção alérgica, porém constitui um efeito indesejável causado pela ingestão de um determinado alimento.

São muitas as pessoas que não podem tolerar certos alimentos, por motivos vários que não são a alergia: podem, por exemplo, não possuir o enzima necessário para os digerir. Se o sistema digestivo não puder tolerar certos alimentos, o resultado pode ser uma perturbação gastrointestinal, gases, náuseas, diarreia ou outros problemas. Em geral as reacções alérgicas não são responsáveis por este conjunto de sintomas. Existem várias pretensões controversas acerca da «alergia alimentar», nas quais se culpa certos alimentos por problemas que vão desde a hiperactividade infantil à fadiga crónica. Outras opiniões pouco fundadas atribuem à alergia alimentar a culpa pela artrite, pelo baixo rendimento desportivo, pela depressão e outros problemas.

Sintomas

Um problema comum, que pode ser uma manifestação de alergia alimentar, começa na infância e surge habitualmente quando na família existem casos de doenças atópicas (como a rinite alérgica ou a asma alérgica). O primeiro indício de predisposição alérgica pode ser uma erupção cutânea como o eczema (dermatite atópica). A referida erupção pode ser ou não acompanhada por sintomas gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreia, e pode ou não ser causada por uma alergia alimentar. Quando a criança completa o seu primeiro ano de vida, o eczema já quase não é problema. As crianças com alergias a certos alimentos provavelmente contrairão outras doenças atópicas à medida que crescem, como a asma alérgica e a rinite alérgica estacional. Contudo, nos adultos e crianças com mais de 10 anos é muito pouco provável que os alimentos sejam responsáveis pelos sintomas respiratórios, apesar das provas cutâneas (da pele) serem positivas.

Algumas pessoas sofrem reacções alérgicas muito graves, face a potentes alergénios específicos dos alimentos, em especial as nozes, os legumes, os mariscos e as sementes. Os indivíduos alérgicos a esses alimentos podem reagir violentamente ao comer uma quantidade mínima da substância em questão. Pode ficar coberto de uma erupção em todo o corpo, sentir a sua garganta a inflamar-se até se fechar e ter dificuldades respiratórias. Uma queda repentina da tensão arterial pode causar enjoos e um colapso. Esta emergência, potencialmente mortal, recebe o nome de anafilaxia. (Ver secção 16, capítulo 169) Algumas pessoas só sofrem de anafilaxia quando efectuam exercícios físicos imediatamente depois de comer o alimento a que são alérgicas. (Ver secção 16, capítulo 169)

Os aditivos alimentares podem provocar sintomas como resultado de uma alergia ou de uma intolerância. Alguns alimentos contêm toxinas ou substâncias químicas (por exemplo, histamina) que são responsáveis por reacções adversas não alérgicas. Compostos como o glutamato monossódico (GMS) não causam alergias. Os sulfitos (por exemplo, o metabissulfito, presente em muitos produtos alimentares como conservante) e os corantes (por exemplo a tartrazina, um corante amarelo que é usado nos caramelos, nas bebidas não alcoólicas e em muitas comidas preparadas comercialmente) provocam asma e urticária nas pessoas sensíveis a estas substâncias. Outras sofrem enxaquecas após comer certos alimentos.

As alergias e as intolerâncias alimentares costumam ser bastante óbvias, apesar de nem sempre ser fácil distinguir uma verdadeira alergia de uma intolerância. Nos adultos, a digestão aparentemente evita as respostas alérgicas face a muitos alergénios ingeridos oralmente. Um exemplo é a asma dos padeiros, na qual os trabalhadores das padarias começam a asfixiar quando respiram o pó da farinha ou outros grãos, apesar de poderem comê-lo sem sofrer nenhuma reacção alérgica.

Diagnóstico

Os testes cutâneos permitem, em alguns casos, diagnosticar uma alergia alimentar; um resultado positivo não significa necessariamente que um indivíduo seja alérgico a um alimento em particular, porém um resultado negativo assinala que é improvável que seja sensível ao referido alimento. Depois de um resultado positivo num teste cutâneo, o alergologista pode necessitar de fazer uma prova oral para chegar ao diagnóstico definitivo. Numa prova de provocação oral, o alimento suspeito é escondido noutra substância, como o leite ou a compota de maçã, e o paciente ingere-a. Se não surgirem sintomas, a pessoa não é alérgica àquele alimento. Os melhores testes são as provas «cegas», ou seja, o alimento em questão está efectivamente misturado com outra substância, mas por vezes não está. Desta forma o médico pode determinar com certeza se o doente apresenta alergia a esse alimento em especial.

Uma dieta de eliminação pode ajudar a identificar a causa de uma alergia. A pessoa deixa de ingerir os alimentos que presumivelmente estão a provocar os sintomas. Mais tarde começam a introduzir-se na dieta um a um. O médico pode sugerir a dieta com a qual se deverá começar, que terá de ser rigidamente cumprida e só deverá conter produtos puros. Não é fácil seguir essa dieta, porque muitos produtos alimentares estão escondidos, fazendo parte, como ingredientes, de outros alimentos. Por exemplo, o pão de centeio comum contém um pouco de farinha de trigo. Não se podem consumir mais alimentos nem bebidas do que os especificados na dieta inicial. Não é aconselhável comer em restaurantes, pois a pessoa (e o médico) deve conhecer cada ingrediente de todos os pratos que comer.

Tratamento

Não existe outro tratamento específico para as alergias alimentares senão deixar de ingerir os alimentos que as desencadeiam. Os indivíduos gravemente alérgicos que sofrem erupções, edema (urticária) dos lábios e da garganta e que podem mesmo não conseguir respirar, devem tomar a precaução de evitar os alimentos que os afectam.

A dessensibilização, que se pratica comendo pequenas quantidades de um alimento ou colocando gotas de extracto de alimentos debaixo da língua, não tem dado bons resultados. Os anti-histamínicos revelam-se pouco práticos como terapia de prevenção, mas podem ser benéficos em reacções gerais agudas com urticária e na urticária gigante (angioedema).

http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D195%26cn%3D1683




Alimentos que com mais frequência causam alergia

Leite
Ovos
Marisco
Nozes
Trigo
Amendoins
Soja
Chocolate

domingo, 8 de fevereiro de 2009

LASAGNE

LASAGNE
(Serves 6)

Ingredients

125g/4½oz packet soya protein mince (rehydrated)
280ml/10floz cold water
550g/1¼lbs of any prepared diced vegetables (eg. carrots, celery, mushrooms, courgettes, parsnips etc.)
Little vegetable oil for frying

2 x 400g/14oz tins chopped tomatoes, with their juice
1tsp dried oregano
2tbsp soya sauce
Seasoning, if required
12-15 sheets of pre-cooked lasagne - follow instructions on the packet

For the Sauce:

50g/2oz cornflour
50g/2oz margarine
710ml/25floz milk or soya milk
¼tsp grated nutmeg
175g/6oz vegetarian cheddar cheese

Method
1. Soak the soya protein in the cold water for 10 minutes.

2. Fry the vegetables in a little oil until softened.

3. Add the soya protein and cook for a further 5 minutes, stirring all the time.

4. Add the tomatoes, oregano and soya sauce and simmer for 10 minutes.

5. Season if required.

6. Make the sauce by melring the margarine in a pan and stirring in the cornflour.

7. Cook for 2 minutes.

8. Add the milk gradually and stir until thickened.

9. Remove from heat, season, add the nutmeg and 50g / 2oz of cheese.
Stir well.

10. Arrange in layers in a buttered casserole dish as follows: lasagne, soya protein sauce, cheese sauce, ending with the cheese sauce.

11. Sprinkle with the remaining cheese and cook at 350°F/180°C/Gas 4 for 30-40 minutes until browned a little on top.

SERVING SUGGESTION:
Serve hot with a jacket potato and salad. The lasagne can be successfully frozen before cooking. When required, thaw for 8 hours and cook as above.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Leilão de Arte com Fins Solidários | Perve Galeria | 31 de Janeiro | 18h



Após 3 meses de realização intensa, com a participação de mais de 90 artistas provenientes de 27 países, de áreas que vão da pintura à escultura, multimédia, instalação, teatro, dança, performance, literatura e poesia, passando pelo vídeo, música e interactividade, chega ao fim o 2º Encontro de Arte Global, Sábado, dia 31 de Janeiro, com a realização de um Leilão que junta a Solidariedade à Arte, com receitas a reverterem para constituição de uma Associação de Apoio a Doentes Alérgicos, numa afirmação de que a arte para ser global deve procurar ser também socialmente interventiva, agindo por forma a que os sistemas sejam mais equilibrados.

Por essa razão, a constituição de uma Associação que apoia as crianças que sofrem de alergia, algo que, infelizmente, se vem tornando um fenómeno ocidental generalizado e preocupante, sabendo-se como essas crianças são dotadas de capacidade/sensibilidade artística superior à média (segundo indicações e estudos que o evidenciam) e perante a ausência de quaisquer instituições nacionais que, de forma independente, apoiem estes doentes, o Colectivo Multimédia Perve, que organiza o 2º Encontro de Arte Global, resolveu levar a cabo este Leilão, que tem lugar na Perve Galeria em Alfama, no dia 31 a partir das 18h. São disponibilizadas obras de autores tais como Bual, Cesariny, Cruzeiro Seixas, Malangatana, Shikhani, Manuel Figueira, entre muitos outros. As imagens das obras estarão disponíveis a partir de dia 29 no site e as obras podem ser vistas a partir do mesmo dia na Perve Galeria.

http://www.pervegaleria.eu



Notícias:

Artes: Leilão de obras de arte contemporânea na Perve Galeria encerra 2º encontro de arte global

Perve Galeria promove leilão solidário

domingo, 18 de janeiro de 2009

Terapia Nutricional Em Paciente Com Alergia Alimentar - Relato de Caso

Terapia Nutricional Em Paciente Com Alergia Alimentar - Relato de Caso

Hipersensibilidade Alimentar

Hipersensibilidade Alimentar

Os diversos espectros da alergia ao leite de vaca

Os diversos espectros da alergia ao leite de vaca

Alergia a proteínas do leite de vaca altamente hidrolisadas em lactentes

Alergia a proteínas do leite de vaca altamente hidrolisadas em lactentes

Abordagem laboratorial no diagnóstico da alergia alimentar

Abordagem laboratorial no diagnóstico da alergia alimentar

Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente

Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente

Alergia Alimentar Em Criancas

RPI 1999-7-167 Alergia Alimentar Em Criancas

Intolerancias Alimentares

Intolerancias Alimentares
Intolerancias Alimentares
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Alergias alimentares nas crianças

Alergias alimentares nas crianças
Pais alérgicos podem ter filhos alérgicos.
Estima-se que 5 a 10% das crianças sofram de alergia a um ou mais alimentos. O leite e os ovos aparecem nos primeiros lugares na lista das alergias mais frequentes nas crianças. Mas não são os únicos, sobretudo se contarmos com a grande variedade de aditivos presentes na composição dos alimentos.

Se ambos os pais forem alérgicos, a criança tem entre 60 e 80% de probabilidade de vir a desenvolver alergias. O facto de a criança apresentar risco não significa, forçosamente, que irá desenvolver a alergia e, se tal suceder, pode não ser a mesma dos pais. A prevenção é, pois, a melhor arma de combate às alergias.

Principais alergias alimentares:

Leite 46 %
Ovos 29 %
Peixe 7 %
Cereais 6 %
Amendoins 4 %

(Fonte: Revista Portuguesa de Imunoalergologia, de Outubro de 1999.)

Dos 0 aos 4 meses

* A alergia ao leite materno, embora muito rara, é possível. A alergia ao leite de vaca, essa, é muito frequente e fácil de diagnosticar. O tratamento passa por eliminar todos os produtos lácteos, substituindo-os por leite especial (hidrolizado de proteínas). Nalguns casos, a alergia desaparece entre os 18 meses e os 3 anos.

A partir dos 4 meses

* O ovo é a causa mais frequente de alergias em crianças com menos de 3 anos. A solução passa por eliminar todos os alimentos que contenham ovo. Em metade das crianças, é possível reintroduzir o ovo a partir dos 3 anos.
* O peixe é outro alimento responsável por alergias. As pessoas que lhe são alérgicas, além de não poderem consumi-lo, devem evitar a inalação dos seus vapores, quando está a ser cozinhado. Geralmente, esta alergia não desaparece com o tempo.
* O amendoim é a quinta causa de alergias nas crianças portuguesas. Só existe um tratamento possível para os alérgicos: eliminá-lo tanto da alimentação como dos óleos, dos champôs, dos cremes para a pele, etc.

Fonte: http://saude.sapo.pt/artigos/crianca/ver.html?id=759919